— Ray! Ray! Ray, vamos levante-se, o dia está lindo, não fique ai deitado seu preguiçoso – Abri os olhos, ora eu abri os olhos? Sim conseguia abrir os olhos, olhei ao meu redor e percebi que estava em uma quarto ou sala, não sabia ao certo, estava deitado sob uma cama macia com lençóis brancos, um travesseiro perfumado fazia-me ficar um pouco mais ali, era muito bom, olhei à minha frente e vi ele novamente, estava debruçado em uma janela e sorria acenando sua mão direita, percebi que em sua mão esquerda tinha um papel, ele virou-se para mim e com um sorriso de criança me disse:

— Vamos Ray, levante-se, você deve estar com fome, vamos tomar um café.

Mais que assustado, apressei-me em sentar-se na cama, percebi que estava usando uma espécie de túnica azul clara.

— Onde estou? Que lugar é esse? Quem é você?

— Calma Ray esse lugar é o céu, venha que irei te mostrar – Disse ele sorrindo com um ar de quem sabia que eu não acreditaria. Mas é claro que eu não poderia acreditar naquilo, ou poderia?

— Mas o céu parece um hospital – Disse a ele também sorrindo ao ficar em pé em frente a cama.

— Que tipo de roupa é essa?

— Venha Ray, que iremos conversando enquanto andamos – Caminhei até a porta, mas a curiosidade se agigantou em mim, voltei até a janela onde ele estava, meus olhos se encheram de uma tranqüilidade nunca antes sonhada, bem à frente da janela que deveria ser no segundo andar, crianças brincando de corda, algumas corriam atrás de uma bola, um pouco mais ao longe haviam pessoas sentadas em pequenos bancos, elas conversavam e sorriam, atrás delas haviam árvores floridas, pássaros gorjeavam e voavam de um canto para outro, no fundo das árvores uma pequena montanha, ela conseguia esconder o sol, um sol que vinha surgindo de forma magistral, seus raios cortavam o espaço de uma forma nunca antes vista, seus raios entravam em meu quarto, eu sentia vida, sentia uma energia, sentia vontade de sorrir e chorar ao mesmo tempo, fui interrompido.

— Venha vamos, você terá muito tempo para apreciar a obra de Deus – Disse ele novamente sorrindo, saímos do quarto, notei que na porta havia uma inscrição, eram três letras escritas a mão [Ele tem escolha], mas o que queria dizer, o que eu poderia escolher? Um corredor enorme à minha frente, muitos quartos como o que eu me encontrava, alguns com as portas fechadas, outros com as porta semi-abertas, em um deles eu vi uma pessoa idosa, uma senhora para ser exato e ela estava de joelhos, acredito que estava orando, em todas as portam havia algo escrito [Escolhido], pensei então eles já escolherem e eu ainda não, mas o que deveria escolher?

— Ray! Tranqüilize-se, primeiro iremos conversar muito, responder todas as suas perguntas, depois você fará a escolha, você é livre aqui assim como era antes.

— Antes? Então estou morto?

— Ainda não Ray, aqui é somente um local de preparação, um local onde aprendemos sobre o que Ele planeja em nossas vidas, venha por aqui você deve estar com muita fome e eu também – Disse ele sorrindo novamente, então ele sabia o que eu pensava mesmo antes que eu fale, realmente eu estava com fome, muita fome, descemos por uma escada de degraus largos, o piso era de madeira, uma madeira vermelha como sangue, fiquei tão curioso pela escada que contei 9 degraus, ao final dela havia uma porta branca dupla, o que haveria após aquela porta e quem seria essa pessoa, ele parou em frente à porta e se virou, colocou suas mãos em meu ombros e disse.

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