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O projeto, chamado de Frente Segura

Atenção aos vulneráveis

Os pedestres, ciclistas e os motociclistas são os agentes de trânsito mais vulneráveis a acidentes quando o assunto é Segurança Viária. Em 2014, das 1.249 pessoas que perderam a vida vítimas de ocorrências fatais no sistema viário, 555 (44,4%) eram pedestres, 440 (35,2%) conduziam motocicleta e 47 (3,8%) estavam pedalando.

Os locais para implantação da Frente Segura são escolhidos, basicamente, em função do volume considerável de veículos de duas rodas que passam pelas vias e conflito veicular, incluindo-se aí o critério da Segurança Viária.

Objetivos

A Operação Frente Segura tem como objetivos:

• Proporcionar maior segurança para as motocicletas e ciclistas, diminuindo o conflito com autos no momento da largada no verde do semáforo;

• Aumentar o respeito das motos à linha de retenção e à faixa de travessia;

• Dar maior visibilidade às motos junto às travessias de pedestres;

• Diminuir o número de acidentes envolvendo motos, ciclistas e pedestres no cruzamento.

Vale lembrar que essa sinalização é novidade no trânsito paulistano, mas já vem sendo usada com êxito em cidades espanholas como Barcelona e Madri. Em Barcelona, foi testada em três cruzamentos em 2009 e, posteriormente, expandida para outros locais, atingindo atualmente 60 (sessenta) cruzamentos sinalizados. A autoridade de trânsito de Barcelona, onde as motos são 29% da frota de veículos, avalia que a área de espera exclusiva para motos diminuiu em 90% o risco de acidentes com motos nos cruzamentos daquela metrópole. A inovação da CET é atuar na segregação também para os ciclistas.

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Pesquisa de percepção 

A CET(São Paulo) está analisando o comportamento dos usuários para saber se eles estão se adaptando bem à novidade. Numa avaliação preliminar, é possível afirmar que os motoristas estão respeitando bem a medida. Já os motociclistas e ciclistas ainda estão se adaptando à nova sinalização. Isso é natural neste primeiro momento, até que todos se acostumem com o projeto.

Após algum tempo de implantação da operação, foi realizada uma pesquisa para que fosse possível fazer um diagnóstico dos avanços conquistados e da percepção dos usuários sobre essa intervenção. O estudo teve por critério verificar se o programa Frente Segura está cumprindo os objetivos para os quais foi proposto. Como metodologia, foram realizadas entrevistas de opinião direcionadas a motociclistas, pedestres, condutores e internautas, além do estudo observacional da dinâmica destes bolsões.

Quanto à observação de campo conclui-se que cada cruzamento possui uma dinâmica própria que deve ser respeitada para melhor segurança dos usuários. O projeto tem uma aprovação média de 93,2%. Quanto à idealização, os únicos adendos feitos foram quanto à cor, que poderia ser diferenciada e quanto à segurança das bicicletas que não deveriam ficar na mesma linha de arranque das motos.

A maior crítica coube aos próprios usuários – a falta de respeito que percebem entre si. Mostrando o quanto se está longe de um compartilhamento harmonioso no trânsito. Os maiores benefícios percebidos foram, além do fato da motocicleta sair de entre os veículos – o que gerava insegurança para motociclistas e demais condutores – a maior visibilidade para o pedestre da aproximação das motos.